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  1) O que são os plásticos?
2) Matéria-prima
3) Importância do plástico
4) Tipos de plásticos
5) Reciclagem
6) Processos de reciclagem do plástico
7) Impactos Ambientais
  Saiba mais

1) O que são os plásticos?


A origem da palavra plástico vem do grego plastikós, que significa adequado à moldagem.

Plásticos são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros que, por sua vez, são formadas por moléculas menores denominadas monômeros.

Os plásticos são produzidos através de um processo químico conhecido como polimerização, à união química de monômeros que forma polímeros.

Os polímeros podem ser naturais ou sintéticos.

São polímeros naturais, entre outros, algodão, madeira, cabelos, chifre de boi, látex. Estes polímeros são comuns em plantas e animais.

São polímeros sintéticos os plásticos, obtidos através de reações químicas.

O tamanho e estrutura da molécula do polímero determinam as propriedades do material plástico. Os polímeros dividem-se em:

• Termoplásticos

São plásticos que não sofrem alterações na sua estrutura química durante o aquecimento e que podem ser novamente fundidos após o resfriamento. Exemplos: prolipropileno (PP), polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno tereftalato (PET), poliestireno (PS), policloreto de vinila (PVC) etc.

• Termofixos

São aqueles que não fundem com o reaquecimento. Exemplos: resinas fenólicas, epóxi, poliuretanos etc.




2) Matéria Prima

• Petróleo
A principal matéria-prima dos plásticos é o petróleo, formado por uma complexa mistura de compostos. Pelo fato de estes compostos possuírem diferentes temperaturas de ebulição, é possível separá-los através de um processo conhecido como destilação ou craqueamento.

A fração nafta resultante do craqueamento é fornecida para as centrais petroquímicas, onde passa por uma série de processos, dando origem aos principais monômeros como, por exemplo, o eteno.

É importante observar que apenas uma pequena parcela da produção mundial de petróleo é usada para a obtenção dos plásticos, em processos totalmente controlados que não afetam o meio ambiente e muito menos contribuem para o aquecimento global.

Como é utilizado o petróleo - Mais de um terço de todo o petróleo extraído é usado em aquecimento de ambientes (particularmente no hemisfério norte), e quase outro tanto é usado na produção de combustíveis. Um quinto do total vai para a geração de energia elétrica. E somente 4% bastam para a produção dos plásticos.

• Cana de Açúcar
O plástico cuja matéria prima é a cana de açúcar é resultado de um processo de polimerização equivalente aos processos amplamente utilizados no mundo, tendo como grande diferencial a obtenção do eteno, produzido por desidratação do etanol da cana-de-açúcar.

O processo de obtenção de eteno a partir de etanol proveniente de fonte renovável ocorre através da desidratação do álcool na presença de catalisadores. O eteno possui pureza adequada para qualquer processo de polimerização e permite a obtenção de qualquer tipo de polietileno.

• Milho (Amido)
O amido, polissacarídeo presente em cereais, legumes e tubérculos, é uma matéria prima renovável, amplamente disponível e adequada para uma ampla variedade de usos industriais. O milho é a principal fonte de amido, embora este também seja produzido em quantidade considerável pela batata, trigo e arroz.




3) Importância do plástico

Os plásticos têm centenas de aplicações. Impermeáveis, maleáveis, duráveis e com uma excelente relação custo/benefício, contribuem para o desenvolvimento social, econômico e científico. E protegem o meio ambiente.

Proteções de plástico auxiliam na produção, estocagem e distribuição de milhares de toneladas de alimentos. Evitam desperdícios e perdas por transporte ou por alterações do clima.

Embalagens de plástico garantem que hortifrútis, carnes, laticínios e bebidas cheguem à mesa em perfeitas condições para seu consumo.

Bolsas de sangue e de soro, catéteres, máquinas de circulação extracorpórea e embalagens para resíduos hospitalares são alguns exemplos de materiais plásticos que ajudam na cura e na prevenção de doenças. São os plásticos salvando vidas.

Impedir a contaminação dos solos, evitar erosões, canalizar esgotos, preservar a água e gerar energia são importantes contribuições dos plásticos à preservação do meio ambiente.

Com plástico reciclado fabrica-se uma infinidade de produtos como vestuário, componentes automotivos, carpetes, bolsas, artigos de comunicação visual, solados, páletes e móveis, entre vários outros.

A cadeia produtiva dos plásticos contribui decisivamente para o Desenvolvimento Sustentável, ajudando na conservação dos recursos naturais, melhorando a qualidade de vida das pessoas e contribuindo para o crescimento econômico.

Custos competitivos, facilidade de instalação e baixa manutenção tornam os plásticos perfeitamente adequados para o atendimento das necessidades básicas: habitação, saneamento, suprimento de água e saúde.

Você já imaginou o que seria do mundo sem os plásticos?

Os plásticos não são tóxicos e sim inertes. Justamente por esta qualidade, são amplamente utilizados para embalar alimentos, bebidas e medicamentos. E protegem a saúde, em aplicações como seringas, bolsas para transfusão de sangue e frascos para soro fisiológico. Por sua atoxidade, não contaminam o lençol freático, os rios e os oceanos.

Há casos em que os plásticos são os únicos materiais adequados para um determinado fim, que conseguem dar resposta. Isso porque eles reúnem um número de propriedades dificilmente encontradas em outros materiais: são ótimos isolantes térmico-acústicos, maus condutores de eletricidade, resistentes ao calor, quimicamente inertes, leves, resistentes e flexíveis, além de representarem excelente relação custo/benefício.

A embalagem plástica protege os produtos, garante a segurança alimentar, evita contaminação, transmissão de doenças, proliferação de insetos e roedores. Ao impedir a perda do produto, evita o desperdício de tudo o que a sociedade e o meio ambiente investiram para produzi-lo: energia, recursos naturais, trabalho etc. Apesar de um uso tão amplo, apenas 4% do petróleo extraído são destinados à produção de plásticos.

Outra grande vantagem dos plásticos é sua leveza, proporcionando grande economia no transporte das mercadorias. As embalagens de plástico descartadas reduzem o peso dos resíduos, diminuem o custo de coleta e destinação final e não apresentam riscos de manuseio.

Finalmente, uma das maiores vantagens dos plásticos é que eles são 100% recicláveis. Para se beneficiar amplamente desta vantagem, a sociedade deve estimular a deposição correta das embalagens após o uso e aumentar o alcance da coleta seletiva.

Fonte: http://www.plastivida.org.br/2009/Plasticos_MateriaPrima.aspx




4) Tipos de Plásticos

Utilizados em quase todos os setores da economia, tais como: construção civil, agrícola, de calçados, móveis, alimentos, têxtil, lazer, telecomunicações, eletroeletrônicos, automobilísticos, médico-hospitalar e distribuição de energia.

Nestes setores, os plásticos estão presentes nos mais diferentes produtos, a exemplo dos geossintéticos, que assumem cada vez maior importância na drenagem, controle de erosão e reforço do solo de aterros sanitários, tanques industriais, entre outras utilidades.

O setor de embalagens para alimentos e bebidas vem se destacando pela utilização crescente dos plásticos, em função de suas excelentes características, entre elas: transparência, resistência, leveza e atoxidade.

Classificação dos Polímeros

• Termoplásticos
São plásticos que não sofrem alterações em sua estrutura química durante o aquecimento e que após o resfriamento podem ser novamente moldados. Exemplos: Polipropileno (PP), Polietileno de Alta Densidade (PEAD), Polietileno de Baixa densidade (PEBD), Polietilenotereftalato (PET), Poliestireno (PS), Policloreto de Vinila (PVC), etc.

• Termofixos
São aqueles que uma vez moldados não podem ser fundidos e remoldados novamente, portanto não são recicláveis mecanicamente. Exemplos: baquelite, Poliuretanos (PU) e Poliacetato de Etileno Vinil (EVA), poliésteres, resinas fenólicas, etc.

Os plásticos são reunidos em sete grupos ou categorias:
1. PET
2. PEAD
3. PVC
4. PEBD/PELBD
5. PP
6. PS
7. Outros (ABS/SAN, EVA, PA, PC).


O símbolo da reciclagem com um número ou uma sigla no centro, muitas vezes encontrado no fundo dos produtos, identifica o plástico utilizado.

1) Polietileno tereftalato — PET
•Produtos: frascos e garrafas para uso alimentício/hospitalar, cosméticos, bandejas para microondas, filmes para áudio e vídeo, fibras têxteis, etc.
•Benefícios: transparente, inquebrável, impermeável, leve.

2) Polietileno de alta densidade — PEAD
•Produtos: embalagens para detergentes e óleos automotivos, sacolas de supermercados, garrafeiras, tampas, tambores para tintas, potes, utilidades domésticas, etc.
•Benefícios: inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável, rígido e com resistência química.

3) Policloreto de vinila — PVC
•Produtos: embalagens para água mineral, óleos comestíveis, maioneses, sucos. Perfis para janelas, tubulações de água e esgotos, mangueiras, embalagens para remédios, brinquedos, bolsas de sangue, material hospitalar, etc.
•Benefícios: rígido, transparente, impermeável, resistente à temperatura e inquebrável.

4) Polietileno de baixa densidade — PEBD / Polietileno linear de baixa densidade — PELBD
•Produtos: sacolas para supermercados e lojas, filmes para embalar leite e outros alimentos, sacaria industrial, filmes para fraldas descartáveis, bolsa para soro medicinal, sacos de lixo, etc.
•Benefícios: flexível, leve transparente e impermeável.

5) Polipropileno — PP
•Produtos: filmes para embalagens e alimentos, embalagens industriais, cordas, tubos para água quente, fios e cabos, frascos, caixas de bebidas, autopeças, fibras para tapetes e utilidades domésticas, potes, fraldas e seringas descartáveis, etc.
•Benefícios: conserva o aroma, é inquebrável, transparente, brilhante, rígido e resistente a mudanças de temperatura.

6) Poliestireno — PS
•Produtos: potes para iogurtes, sorvetes, doces, frascos, bandejas de supermercados, geladeiras (parte interna da porta), pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, brinquedos, etc.
•Benefícios: impermeável, inquebrável, rígido, transparente, leve e brilhante.

7) Outros - Neste grupo encontram-se, entre outros, os seguintes plásticos: ABS/SAN, EVA e PA.
•Produtos: solados, autopeças, chinelos, pneus, acessórios esportivos e náuticos, plásticos especiais e de engenharia, CDs, eletrodomésticos, corpos de computadores, etc.
•Benefícios: flexibilidade, leveza, resistência à abrasão, possibilidade de design diferenciado.

Fonte: www.cetsam.senai.br/bolsa
Fonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/reciclagem/reciclagem_de_plastico.html




5) Reciclagem de Plástico

A reciclagem de materiais descartados compreende basicamente as seguintes etapas:

Coleta e Separação
Triagem por tipos de materiais (papel, metal, plásticos, madeiras, etc.).

Revalorização
Etapa intermediária que prepara os materiais separados para serem transformados em novos produtos.

Transformação
Processamento dos materiais para geração de novos produtos a partir dos materiais revalorizados.

Segundo a pesquisa Ciclosoft, realizada em 443 municípios brasileiros, 19,5% da composição da coleta seletiva são plásticos.

Quanto é reciclado?
Cerca de 21,2% dos plásticos foram reciclados no Brasil em 2009, representando aproximadamente 556 mil toneladas por ano. A taxa de reciclagem de plásticos na Europa é de 18,3 %, sendo que em alguns países a prática é impositiva e regulada por legislações complexas e custosas para a população local, diferentemente do Brasil, onde a reciclagem acontece de forma espontânea.

Fonte: http://www.cempre.org.br/ft_plastico.php

Os plásticos recicláveis são: potes de todos os tipos, sacos de supermercados, embalagens para alimentos, vasilhas, recipientes e artigos domésticos, tubulações e garrafas de PET, que convertida em grânulos é usada para a fabricação de cordas, fios de costura, cerdas de vassouras e escovas.

Os não recicláveis são: cabos de panela, botões de rádio, pratos, canetas, bijuterias, espuma, embalagens a vácuo, fraldas descartáveis.

A fabricação de plástico reciclado economiza 70% de energia, considerando todo o processo desde a exploração da matéria-prima primária até a formação do produto final. Além disso, se o produto descartado permanecesse no meio ambiente, poderia estar causando maior poluição. Isso pode ser entendido como uma alternativa para as oscilações do mercado abastecedor e também como preservação dos recursos naturais, o que pode reduzir, inclusive, os custos das matérias primas. O plástico reciclado tem infinitas aplicações, tanto nos mercados tradicionais das resinas virgens, quanto em novos mercados.

O plástico reciclado pode ser utilizado para fabricação de:
• garrafas e frascos, exceto para contato direto com alimentos e fármacos;
• baldes, cabides, pentes e outros artefatos produzidos pelo processo de injeção;
• "madeira - plástica";
• cerdas, vassouras, escovas e outros produtos que sejam produzidos com fibras;
• sacolas e outros tipos de filmes;
• painéis para a construção civil.




6) Processos de Reciclagem de Plástico

Reciclagem Química
A reciclagem química reprocessa plástica, transformando-os em petroquímicos básicos que servem como matéria-prima em refinarias ou centrais petroquímicas. Seu objetivo é a recuperação dos componentes químicos individuais para reutilizá-los como produtos químicos ou para a produção de novos plásticos.
Os novos processos desenvolvidos de reciclagem química permitem a reciclagem de misturas de plásticos diferentes, com aceitação de determinado grau de contaminantes como, por exemplo, tintas, papéis, entre outros materiais.
Entre os processos de reciclagem química existentes, destacam-se:
Hidrogenação: As cadeias são quebradas mediante o tratamento com hidrogênio e calor, gerando produtos capazes de serem processados em refinarias.
Gaseificação: Os plásticos são aquecidos com ar ou oxigênio, gerando-se gás de síntese contendo monóxido de carbono e hidrogênio.
Quimólise: Consiste na quebra parcial ou total dos plásticos em monômeros na presença de Glicol/Metanol e água.
Pirólise: É a quebra das moléculas pela ação do calor na ausência de oxigênio. Este processo gera frações de hidrocarbonetos capazes de serem processados em refinaria.
Reciclagem Mecânica
A reciclagem mecânica consiste na conversão dos descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo em grânulos que podem ser reutilizados na produção de outros produtos, como sacos de lixo, solados, pisos, mangueiras, componentes de automóveis, fibras, embalagens não alimentícias e outros.
Este tipo de processo passa pelas seguintes etapas:
Separação: separação em uma esteira dos diferentes tipos de plásticos, de acordo com a identificação ou com o aspecto visual. Nesta etapa são separados também rótulos de diferentes materiais, tampas de garrafas e produtos compostos por mais de um tipo de plástico, embalagens metalizadas, grampos, etc.
Por ser uma etapa geralmente manual, a eficiência depende diretamente da prática das pessoas que executam essa tarefa. Outro fator determinante da qualidade é a fonte do material a ser separado, sendo que aquele oriundo da coleta seletiva e mais limpo em relação ao material proveniente dos lixões ou aterros.
Moagem: Depois de separados os diferentes tipos de plásticos, estes são moídos e fragmentados em pequenas partes.
Lavagem: Após triturado, o plástico passa por uma etapa de lavagem com água para a retirada dos contaminantes. É necessário que a água de lavagem receba um tratamento para a sua reutilização ou emissão como efluente.
Aglutinação: Além de completar a secagem, o material é compactado, reduzindo-se assim o volume que será enviado à extrusora. O atrito dos fragmentos contra a parede do equipamento rotativo provoca elevação da temperatura, levando à formação de uma massa plástica. O aglutinador também é utilizado para incorporação de aditivos, como cargas, pigmentos e lubrificantes.
Extrusão: A extrusora funde e torna a massa plástica homogênea. Na saída da extrusora, encontra-se o cabeçote, do qual sai um "espaguete" contínuo, que é resfriado com água. Em seguida, o "espaguete" é picotado em um granulador e transformando em pellet (grãos plásticos).
Reciclagem Energética
É a recuperação da energia contida nos plásticos através de processos térmicos.
A reciclagem energética distingue-se da incineração por utilizar os resíduos plásticos como combustível na geração de energia elétrica. Já a simples incineração não reaproveita a energia dos materiais. A energia contida em 1 kg de plástico é equivalente à contida em 1 kg de óleo combustível. Além da economia e da recuperação de energia, com a reciclagem ocorre ainda uma redução de 70 a 90% da massa do material, restando apenas um resíduo inerte esterilizado.

Fonte: www.cetsam.senai.br/bolsa
Fonte: ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/reciclagem/reciclagem_de_plastico.html

Gráficos:
Fonte: www.cempre.org.br/ft_plastico.php
Fonte: www.cempre.org.br/ciclosoft_2010.php

Símbolos da Reciclagem:
Contribua para a reciclagem das suas embalagens! Adote a simbologia de Reciclagem!
A embalagem é uma importante ferramenta de comunicação, que pode ser trabalhada como instrumento de Educação Ambiental. Por meio do Pictograma da Reciclagem, o consumidor poderá identificar de maneira rápida e fácil que a embalagem é reciclável e que deve ser descartada seletivamente visando facilitar o seu encaminhamento para a indústria recicladora.

Ainda, a identificação da embalagem com o símbolo respectivo do seu material contribui para a sua correta separação. Adote esta simbologia e contribua para o crescimento da reciclagem no Brasil.
Fonte: www.plastivida.org.br/2009/Reciclagem_Oque-e.aspx




7) Impactos Ambientais

A decomposição de plásticos, metais e papéis liberam substâncias químicas e contaminam o ambiente, porém este processo é muito mais demorado. Em contrapartida, estes materiais representam um enorme volume nos aterros e lixões.

No município de São Paulo, os plásticos são o segundo elemento mais encontrado no lixo , correspondendo a 23% do peso total dos resíduos encaminhados para os aterros sanitários, o que significa uma parcela muito importante, considerando-se que o plástico é um elemento extremamente leve e de grande volume.

Quando depositados em lixões, os plásticos apresentam risco pela queima indevida e sem controle, que pode resultar em emanações tóxicas na atmosfera. Quando colocado em aterros sanitários, esse material dificulta a compactação do material e prejudica a decomposição dos elementos biologicamente degradáveis além de diminuir o tempo de vida destes aterros.

Tempo de decomposição dos materiais
Importante: Os dados apresentados abaixo são estimados. Fatores como umidade, temperatura, presença ou ausência de oxigênio e de microorganismos é que vão determinar o tempo de decomposição de cada material.
Matéria Orgânica: 2 meses a 1 ano
Papel e Papelão: 3 meses a 2 anos
Chiclete: 5 anos
Filtro de cigarro: 3 a 5 anos
Plásticos em geral: Alguns levam até 500 anos, outros não se "desmancham"
Lata de aço: 10 anos
Alumínio: Tempo indeterminado
Vidro: Tempo indeterminado
Borracha: Tempo indeterminado

Além de aumentar o volume de lixo nos lixões e aterros, se eles não tiverem um destino correto podem provocar enchentes ao entupir bueiros. Se o lixo for incinerado (queimado) a borracha e os sacos plásticos liberam dioxina (uma substância altamente tóxica); além disso, alguns resíduos podem ser confundidos com alimentos por animais que chegam até a morrer ao ingeri-los.

Fonte: www.recicloteca.org.br/Default.asp?ID=4&Editoria=2&SubEditoria=2&Ver=1

Peixes do Pacífico estão comendo plástico
Segundo pesquisadores que percorreram 1,6 mil km da Costa Oeste dos EUA, entrada do detrito na cadeia alimentar deve afetar os humanos.

Pesquisadores do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram provas de que pequenos peixes do norte do Oceano Pacífico estão ingerindo plástico. O estudo desses cientistas chama a atenção para os efeitos preocupantes do lixo que flutua nas águas sobre a vida marinha em áreas remotas dos oceanos.

Em cerca de 35% dos peixes apanhados em uma expedição de pesquisa realizada em 2008, na Costa Oeste dos Estados Unidos, foram encontrados pedaços de plástico em seus estômagos, de acordo com o estudo, apresentado na semana passada pelas instituições de pesquisa Algalita Marine Research Foundation (Fundação de Pesquisa Marinha Algalita) e California Coastal Water Research Project (Projeto de Pesquisa das Águas Costeiras da Califórnia).

Cada um dos peixes apanhados nessa expedição tinha em seu estômago, em média, dois pedaços de plástico. Mas os pesquisadores, que dissecaram centenas de peixes-lanterna - espécie que se alimenta de plâncton -, chegaram a encontrar 83 fragmentos de plástico em um único animal.

O estudo das duas instituições levanta o temor de que o lixo, à medida que vai se introduzindo na cadeia alimentar, pode terminar sendo ingerido pelos seres humanos.

E destaca também um problema que tem chamado muito a atenção nos últimos anos: os detritos marinhos - em sua maior parte constituído de plástico - que se acumulam nas vastas correntes oceânicas conhecidas como turbilhões.

Embora as garrafas, os contêineres e as varas de pesca aos poucos se fragmentem com o impacto das ondas e a luz do Sol, os cientistas ainda não sabem se um dia esse lixo se dissolverá totalmente.

Efeitos quantificados. Os estudiosos já documentaram os perigos apresentados por esse lixo flutuante para as tartarugas, os pássaros marinhos e os mamíferos que se alimentam desse lixo ou ficam presos nos detritos. Mas, segundo os pesquisadores, o presente estudo foi o primeiro a tentar quantificar os efeitos sobre os peixes menores.

A Algalita Marine Research Foundation, instituição sem fins lucrativos com sede em Long Beach, Califórnia, que tem esse nome por causa de seu catamarã de 50 pés, realiza pesquisas científicas sobre a propagação global dos detritos marinhos, mas também luta para limitar "o rastro de plásticos" deixados pela sociedade em rios e oceanos.

O Coastal Water Research Project, baseado em Costa Mesa, também na Califórnia, é um instituto de pesquisa ambiental financiado por 14 agências governamentais diferentes.

Para realizar o estudo, os pesquisadores das duas instituições avançaram por cerca de 1,6 mil quilômetros da costa, em busca de peixes vivendo em meio às partículas de lixo flutuante numa área do Pacífico conhecida como Eastern Garbage Patch. Eles dissecaram e analisaram os peixes num laboratório em Costa Mesa.

A vasta maioria dos peixes encontrada era de peixes-lanterna, que vivem nas profundezas do oceano e sobem à superfície quando escurece em busca do plâncton. Como são um dos peixes mais comuns no oceano e uma fonte de alimento para peixes populares na pesca, como o atum e o dourado, a descoberta dos fragmentos de plástico levanta questões quanto aos efeitos sobre a vida marinha e o consumo humano.

"À medida que os pedaços grandes de plástico se fragmentam, eles vão ficando do tamanho e com a textura de um alimento natural", disse Charles Mooore, fundador da Fundação Algalita e autor do estudo. "O que estamos observando é toda a rede alimentar sendo contaminada pelo plástico".

O estudo foi publicado na revista científica Marine Pollution Bulletin e os autores devem apresentar suas descobertas na Plastics Are Forever Youth Summit, em Long Beach, reunião na qual adolescentes dos Estados Unidos e de mais 13 países trocarão ideias sobre como combater a poluição provocada pelo plástico nos oceanos.

Fonte: www.estadao.com.br/noticias/impresso,peixes-do-pacifico-estao-comendo-plastico,691236,0.htm


 
 
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